sábado, 22 de novembro de 2008

FOGÃO E FURACÃO FICAM NO 2 X 2,COM POUCO PÚBLICO

POUCO MAIS DE 2 MIL PESSOAS ASSISTIRAM O JOGO

A presença de 2.794 mil pagantes no Engenhão mostrava que a partida despertava pouco interesse. Já com a situação resolvida no Campeonato Brasileiro, o Botafogo apenas cumpriu tabela e ficou no 2 a 2 diante do Atlético-PR, neste sábado, um resultado que garante mais uma rodada longe da zona de rebaixamento ao Furacão. O empate, que fez o Atlético chegar a 42 pontos, ocupando a 14ª posição, não era o que esperavam Vasco e Fluminense, que lutam diretamente com a equipe paranaense contra a degola. O Botafogo, que vinha de quatro derrotas consecutivas no Brasileirão, chegou aos 50 pontos, segurando o nono lugar.
Na penúltima rodada, no próximo fim de semana, o Alvinegro carioca cumpre tabela contra outro time ameaçado pela degola: o Figueirense, novamente no Engenhão. Já o Rubro-Negro paranaense pega o Náutico, um adversário direto na briga para fugir do rebaixamento, nos Aflitos, em Recife. Os horários das partidas serão confirmados na próxima segunda-feira pela CBF. Engenhão vazio para a partida A partida pouco significava para o Botafogo. Além disso, o dia era de chuva, frio e pouco público, complementando com o estado ruim do gramado do Engenhão, danificado por uma confronto entre amadores antes de a bola rolar. O ambiente, então, não era propício para o bom futebol, e foi o que se viu nos primeiros minutos. O Atlético-PR, que vivia um momento de decisão, mostrava mais empenho, enquanto no Alvinegro era claro o desentrosamento. O Atlético apostava na velocidade e aproveitava os muitos erros de passe do Botafogo, que perdia muitas bolas e propiciava contra-ataques ao adversário. Foi assim que surgiu o primeiro lance de perigo, aos três minutos, quando Julio César partiu em velocidade e não conseguiu driblar Renan, que deu um leve toque na bola. A defesa alvinegra se recompôs e evitou um susto maior. Incapaz de criar jogadas, por causa da baixa qualidade técnica, restava ao Botafogo apostar nas jogadas de bola parada. E foi assim que o time da casa abriu o placar, aos 22 minutos. Lucio Flavio, que vinha tendo um mau desempenho, acertou a bola no ângulo direito de Galatto, fazendo 1 a 0. O gol deixou o Botafogo mais aceso, mas ainda pecando muito nos passes. À beira do campo, o técnico Geninho gritava, na esperança de fazer o Atlético-PR alcançar um resultado que o faria escapar, pelo menos momentaneamente, do rebaixamento. O Furacão aproveitou um passe errado de Triguinho para encaixar um contra-ataque aos 28 minutos. Alan Bahia fez bom lançamento para Zé Antônio, que pegou de primeira e acertou uma bomba que passou perto do gol de Renan. Mas aos poucos o Botafogo foi se acertando em campo, e começou a fazer valer o empenho dos jogadores que buscam mais oportunidades para o ano que vem. Eduardo passou a se destacar. Primeiro com um chute de fora da área que obrigou Galatto a fazer defesa difícil. Nos minutos finais do primeiro tempo, ele ainda perdeu uma ótima chance, escorando no travessão um cruzamento de Lucas Silva. A pequena torcida ainda se levantou para lamentar a nova defesa do goleiro do Atlético, que pegou no reflexo uma cabeçada de Zárate. Furacão respira com um empate fora de casa Muito insatisfeito com o desempenho de sua equipe, Geninho promoveu duas mudanças no intervalo. A entrada de Alberto, no lugar de Zé Antônio, e Pedro Oldoni, na vaga de Julio César, fez o Atlético-PR ganhar força. Ao mesmo tempo, o Botafogo voltou para o segundo tempo completamente disperso, propiciando claras chances de gol ao adversário. Mas o Atlético, que está a perigo no Brasileirão, não conseguia aproveitar. Aos três e seis minutos, Pedro Oldoni desperdiçou duas oportunidades na cara do gol. A primeira aconteceu depois de uma falha incrível de Renan, que não conseguiu cortar um cruzamento. O atacante do Furacão foi seriamente repreendido por Geninho à beira do campo. Do outro lado, Ney Franco foi obrigado a fazer sua primeira substituição depois que Leandro Guerreiro não conseguiu continuar na partida por causa de um corte no supercílio, fruto de um choque dentro da área. Mas logo depois da entrada de Rodrigo Sá, o Atlético se aproveitou da desatenção da defesa alvinegra para empatar. Alan Bahia recebeu na intermediária, avançou sem ser incomodado e acertou um chute no ângulo esquerdo de Renan, fazendo 1 a 1 aos 15 minutos. Mas houve pouco tempo para o Furacão comemorar, pois, aos 19, o Botafogo chegou ao segundo gol. E tinha que ser em nova cobrança de falta, pois ainda não era possível levar vantagem no toque de bola. Lucio Flavio cobrou falta na área, Eduardo desviou e Zárate, sozinho, apenas tocou de cabeça para marcar. O Botafogo teve a chance de ampliar aos 27 minutos, quando Fábio, que acabara de entrar, acertou uma cabeçada no travessão. Mas não faltou pontaria do outro lado. Um minuto depois, após cobrança de escanteio, Antônio Carlos subiu para empatar a partida para o Atlético-PR. As duas equipes alternaram boas possibilidades de gol até o fim, mas o lance de destaque foi protagonizado por Fábio, que perdeu uma chance clara nos descontos, depois de cruzamento de Zárate.

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