SÃO SILVESTRE: CADEIRANTE MORRE DURANTE A CORRIDA
FOTO: DANIEL TEIXEIRA
A organização da Corrida de São Silvestre anunciou somente no fim da
tarde desta segunda-feira a morte de um competidor durante a prova
realizada nesta manhã na capital paulista. Israel Cruz Jackson de Barros
competia na categoria cadeirante e morreu depois de perder o controle
da sua cadeira de rodas e se chocar com um muro.
Em nota oficial, o Comitê Organizador da
São Silvestre afirma que Israel, segundo outros participantes, teria
perdido o controle de sua cadeira na descida da rua Major Natanael
sofrendo uma queda muito forte e se chocando de frente com o muro do
complexo do Estádio do Pacaembu.
Ainda segundo a organização, o cadeirante
foi "prontamente atendido pela equipe médica do evento, que estava
próximo ao local" e levado à Santa Casa de São Paulo ainda consciente,
às 7h35. Ali, foi atendido pela equipe do hospital, mas não resistiu em
razão da gravidade dos ferimentos e faleceu às 8h50.
FONTE: O ESTADÃO
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SÃO SILVESTRE:ATLETAS ESTRANGEIRAS IGNORAM MUDANÇA DE TRAJETO
"Perdidas na tradução", estrangeiras ignoram mudança de trajeto da São Silvestre
As entrevistas dos atletas quenianos na São Silvestre não costumam ser lá muito eloquentes, mas a coletiva da última quinta-feira se superou, especialmente na presença das estrangeiras. Depois de muita dificuldade para compreender os questionamentos dos jornalistas brasileiros, as corredoras admitiram que nem sequer tinham reparado na mudança do trajeto da corrida.
A comunicação mais eficiente foi a da italiana Nadia Ejjafini, que agradeceu pela oportunidade de correr a São Silvestre, mas desconhecia a alteração no trajeto da prova. “Os favoritos continuarão sendo favoritos”, disse ela.
Questionadas sobre a mudança, que transferiu o local da chegada da Avenida Paulista para o Parque do Ibirapuera, as quenianas Eunice Kirwa, Jeptoo Priscah e Wude Ayalew deram de ombros. Nem sabiam que a subida da Brigadeiro viraria descida, e pareciam não se importar.
Na verdade, a presidente da Federação Paulista de Atletismo, Esmeralda de Jesus, teve muita dificuldade para fazê-las entender as perguntas sobre as mudanças no trajeto. Depois de uma pequena conferência multilíngue na mesa central da coletiva, a tradutora chegou a uma conclusão.
“É, elas estão dizendo que não faz diferença nenhuma subir ou descer na chegada”, anunciou Esmeralda, com um tom de voz algo incrédulo.
Mas, no canto da mesa, a marroquina Samira Raif dava uma opinião diferente e otimista sobre as alterações no percurso: “Está bem melhor do que no ano passado, porque está mais rápido”, disse ela.
Samira é a atual campeã e recordista da Maratona de São Paulo, e deverá ser uma das principais adversárias do clã brasileiro na São Silvestre, que conta com a campeã de 2001, Maria Zeferina Baldaia, além da medalhista de prata nos 5.000 m e 10.000 m no Pan de Guadalajara, Cruz Nonata.
INFORMAÇÕES:Rafael Krieger/São Paulo
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SÃO SILVESTRE: ATUAL CAMPEÃO,MARILSON SE DIZ PREJUDICADO POR NOVO PERCURSO
Marilson posa ao lado do queniano Martin Lel na coletiva da São Silvestre
Tricampeão da Corrida de São Silvestre e vencedor da última edição, Marilson Gomes dos Santos avisou nesta quinta-feira, durante a coletiva oficial da prova, que não estará com 100% de suas condições no sábado. Além disso, o brasileiro se mostrou preocupado com a mudança do percurso, que alterou o local da chegada para o Obelisco de São Paulo, próximo ao Parque do Ibirapuera.
Com a mudança, a famosa subida da Brigadeiro não irá terminar com a chegada na Paulista, mas será imediatamente sucedida por uma descida ainda mais íngreme, de aproximadamente três quilômetros até o fim da prova. Marilson disse que o desempenho na subida foi um de seus trunfos nas vitórias de 2003, 2005 e 2010.
“Com certeza, um dos maiores prejudicados por essa mudança foi eu. Nas edições em que cheguei ao pódio, tinha um conhecimento muito grande do percurso, vantagem que vou deixar de ter agora”, afirmou Marilson.
Se o brasileiro faz questão de espantar o favoritismo, os quenianos fazem o mesmo: “Correremos contra atletas muito fortes, mas o favorito é o Marilson, que já venceu três vezes aqui”, disse Martin Lel. O africano também se disse preocupado com a mudança de percurso e disse esperar dificuldades nos quilômetros finais da descida da Brigadeiro.
INFORMAÇÕES: Rafael Krieger/São Paulo
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