sábado, 2 de fevereiro de 2013

GRENAL: CLÁSSICO TERÁ PROTESTOS CONTRA ALTOS PREÇOS DOS INGRESSOS EM ERECHIM

Faixas devem ser levadas ao Estádio e consulados por torcedores

Torcedores prometem protestar no domingo, contra os preços dos ingressos cobrados para o Gre-Nal. O movimento, liderado pela Frente Nacional dos Torcedores no Estado, prevê a instalação de faixas dentro e fora do Estádio Colosso da Lagoa, que comprou os direitos de sediar o jogo. Eles também protestam contra a proibição da Avalanche.

O clássico está sendo chamado de Gre-Nal de protestos, pelos integrantes da federação. Eles reclamam do valor dos ingressos, R$100 para as arquibancadas se comprados no dia e R$150 para as cadeiras. O valor é mais que o dobro dos preços praticados em alguns jogos na capital.

O representante da Frente em Erechim, Gian Petry, disse que a torcida do Inter deve exibir uma faixa dentro do Estádio Colosso da Lagoa, manifestando o descontentamento com os preços. Gremistas ligados à Federação dos Torcedores prometem boicotar o jogo. 
- Muitos gremistas não poderão ir a este jogo, porque não terão como pagar, comenta Petry.
Petry, que também é gremista, promete instalar três faixas de protesto em frente o consulado do time na cidade, embora o Consulado e a Torcida Organizada do Grêmio não participem do movimento.

Como o mando de campo é do Internacional, somente os sócios do time colorado e os sócios do Ypiranga, terão descontos nos ingressos. Os sócios do Grêmio devem pagar valor cheio.

A direção do Ypiranga, que fixou os valores para o clássico no interior, argumentou que se o jogo fosse em Porto Alegre, o torcedor do interior pagaria valores superiores somando o ingresso com o transporte.

-É a única forma de trazer para o interior jogos deste nível, e dar um pequeno lucro para a sobrevivência do clube, para que possamos voltar à divisão de acesso, salienta o diretor de patrimônio Aneri Bolis.

Para Bolis, o valor não é abusivo e foi fixado com base nos preços fixados pela federação no Gre-Nal realizado há dois anos. O primeiro lote de ingressos antecipados foi de R$65, e agora está sendo cobrado  R$80 até as 18h de sábado.

  FONTE: ZERO HORA

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sábado, 19 de janeiro de 2013

VIOLÊNCIAS NO FUTEBOL URUGUAIO PARALISA FUTEBOL POR 10 DIAS

Foto: Video/Reprodução

O Uruguai deu um passo ousado para acabar com a violência do futebol. O presidente da Associação Uruguaia de Futebol, Sebastian Bauza anunciou a proibição após o incidente no final do clássico da última quarta entre Peñarol e Nacional em que o goleiro Jorge Bava, do Nacional, socou um policial e foi preso.
Além da violência dentro de campo, um jovem foi hospitalizado depois de levar um tiro durante uma briga entre grupos de torcedores rivais em uma rua perto do estádio Centenário, em Montevidéu, antes do jogo.
“Concordamos (com o Ministério do Interior) que temos que tomar decisões e enviar sinais de que há limites que devem ser respeitados. As ações que aconteceram fora e dentro do estádio Centenário não devem se repetir”, disse Bauza em uma entrevista coletiva.
A briga envolvendo o goleiro do Nacional Jorge Bava começou quando policiais entraram em campo para proteger o árbitro das reclamações dos atletas do Nacional após o apito final do jogo.

Após agredir o policial a prisão de Bava foi imediatamente decretada pelo juiz Alejandro Guido, que acompanhava a partida pela televisão e telefonou para a delegacia de polícia que fica tradicional no estádio.
O goleiro passou a noite na cadeia e foi libertado na quinta-feira após se desculpar publicamente por suas ações. Ele alegou ter revidado depois de ser atingido por escudos e cassetetes dos policiais e foi apoiado pelo clube.

“Falar do erro de Bava e circular a versão de que a diretoria analisou a possibilidade de rescindir o seu contrato não só se ajusta à verdade, como também ajuda a esquecer que não se marcou um pênalti e não se puniu como correspondia uma forte infração”, afirmou o presidente do Nacional, Eduardo Ache, ao diário uruguaio "Ovación".
Por conta da decisão, o Peñarol não poderá jogar a final de um torneio amistoso de verão contra o Atlético Tucuman, da segunda divisão argentina, que estava programada para este sábado. Não vai atrapalhar em nada a temporada do futebol uruguaio, mas do ponto de vista simbólico é uma atitude que deixa claro até onde os cartolas de lá estão preocupados em coibir a violência no futebol.

INFORMAÇÕES: RAFA SANTOS/FUTEBOL CINCO ESTRELAS

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